HIPERÊMESE GRAVÍDICA: QUANDO O VÔMITO SE TORNA DOENÇA - Clínica Ederson Biscotto
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23 abr HIPERÊMESE GRAVÍDICA: QUANDO O VÔMITO SE TORNA DOENÇA

A ocorrência de náuseas e vômitos ocasionais até cerca de 14 semanas de gestação é chamada emese gravídica, e pode ser considerada normal. Sua forma grave, a hiperêmese, ocorre em 0,3 a 2% das gestações, com vômitos persistentes que obrigam ao jejum forçado, levando à perda de peso, fraqueza e cãibras por perda de eletrólitos ( sódio, potássio, magnésio, cálcio, dentre outros) .

A causa ainda é desconhecida. Há indícios de que os seguintes fatores estejam envolvidos:

– Endócrinos: produção excessiva de Gonadotrofina Coriônica (hCG). O estrogênio e a progesterona também parecem estar implicados na gênese dos sintomas.

– Imunológicos: o organismo materno reagiria a uma substância antigênica no centro do vômito e no trato gastrointestinal.
– Psicossomáticos: a hiperêmese pode estar relacionada com uma alteração comportamental materna em relação ao meio que envolve a paciente, por exemplo, rejeição da gravidez, não aceitação da maternidade, perda da liberdade, rejeição ao cônjuge, autopunição e imaturidade emocional da gestante.
– Infecciosos: a presença do Helicobacter pylori em gestantes com hiperêmese gravídica pode configurar uma associação com a etiologia desta morbidade.
_ Alimentares: deficiência de vitamina B, uma vez que a administração de complexos vitamínicos reduz a incidência e a intensidade do quadro.
Alguns fatores aumentam a probabilidade de desenvolvimento da hiperêmese gravídica: obesidade, gestação com mais de um feto, hipertireoidismo e filhas de mães que tiveram a doença.
A maior parte das pacientes apresenta melhora a partir da segunda metade da gestação, mas em alguns casos o quadro clínico pode persistir até o parto.
A sintomatologia pode ser aliviada evitando perfumes, suplementos vitamínicos e os alimentos que disparam os enjoos, como mingaus mornos, os gordurosos ou muito condimentados. Deve-se dar mais ênfase à ingesta de alimentos gelados, sólidos e secos ( frutas geladas, gelatinas, torradas) e evitar jejuns prolongados. Fazer desjejum antes de escovar os dentes ao levantar pela manhã poder ser útil.
Aproximadamente 10% dos casos necessitam de internação para hidratação e reposição de eletrólitos. As medicações mais empregadas são: vitamina B6, anti-histamínicos, agentes pró-cinéticos (que aceleram o esvaziamento gástrico), antieméticos e cápsulas de gengibre. A acupuntura, embora controversa, é citada como uma alternativa.

hiperemese A1

Dr. Ederson Biscotto
contato@clinicaedersonbiscotto.com.br