23 maio CÓLICA MENSTRUAL: POR QUE OCORRE?
A cólica menstrual ou dismenorréia (palavra de origem grega que significa menstruação difícil) é classificada em primária e secundária. Em 80% dos casos a cólica menstrual está associada à dismenorréia primária e se manifesta um a dois anos após a primeira menstruação (menarca).

A dismenorréia primária é provocada por aumento na produção da chamada prostaglandina pela camada que reveste o útero, denominada endométrio. A prostaglandina é uma substância hormonal produzida a partir do estímulo da progesterona, o hormônio que predomina na segunda fase do ciclo reprodutivo feminino, depois que ocorre a ovulação. O excesso de prostaglandina durante o período menstrual provoca fortes contrações do útero, que é um músculo. Ao contrair-se o útero pressiona os vasos sanguíneos à sua volta, dificultando o suprimento de oxigênio aos tecidos. A dor é resultado da falta de oxigênio em partes do útero. O excesso de prostaglandina afeta outros órgãos e é por isso que a cólica menstrual é freqüentemente acompanhada de sintomas como dor de cabeça, dor nas costas, náusea e vômito, tontura e diarréia.
AS CAUSAS DA DISMENORRÉIA SECUNDÁRIA
Ela ocorre, em geral, associada a algum distúrbio nos órgãos reprodutivos femininos, tais como ovários, anexos uterinos ou no próprio útero. As principais condições que podem dar origem à dismenorréia secundária são relacionadas a seguir:
A) Endometriose: doença que leva à proliferação do tecido endometrial ( camada que reveste o interior do útero) e sua implementação em outros locais como trompas, ovários, bexiga e intestino.
B) Mioma: espécie de tumor benigno que cresce dentro do útero, levando a um aumento de suas contrações e consequentemente, à piora das cólicas.
C) Doença inflamatória pélvica: infecção causada por bactéria que começa dentro do útero e pode se espalhar pelos anexos desse órgão como trompas e ovários
OS PRINCIPAIS SINTOMAS DAS DISMENORRÉIAS
Além da dor, que pode ser intensa, também são prováveis os seguintes desconfortos:
* Náusea
* Diarréia
* Vômito
* Dor na região lombar e do sacro, com irradiação para as coxas
* Fadiga
* Nervosismo
* Tontura
* Dor de cabeça (cefaléia)
* Desmaio ou síncope (esta ocorrência é bem rara)

TRATAMENTO
A) ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTERÓIDES (Aines)
Para combater a dismenorréia primária são usados atualmente anti-inflamatórios não-esteróides, de última geração, conhecidos pela forma abreviada AINES. Esses medicamentos bloqueiam a produção das prostaglandinas, diminuem a dor e a inflamação. Entre os AINES mais usados estão o ibuprofeno, o diclofenaco, meloxican e naproxeno. O uso da medicação deve começar pouco antes ou no início da dor menstrual e ser repetido em intervalos de oito a 12 horas ( vai depender da substância) para evitar a formação de mais prostaglandinas.
B)PÍLULA ANTICONCEPCIONAL
Para mulheres que sofrem de dismenorréia secundária os médicos podem acrescentar ao tratamento o uso de anticoncepcionais orais. Eles bloqueiam o ciclo hormonal natural e a ovulação, impedindo a produção excessiva de prostaglandinas. As pílulas são eficazes em 80% até 90% dos casos mais graves de dismenorréia.
C) OUTROS CUIDADOS
Ao lado da medicação, é recomendável evitar situações de fadiga ou estresse. O cansaço físico ou psíquico produz ansiedade e esta condição emocional piora muito a experiência da dor. Tomar banhos quentes ou usar bolsa de água quente sobre o abdome é outra providência que ajuda a aliviar o desconforto da dismenorréia moderada. A prática regular de meditação, yoga ou de qualquer outra atividade física, independentemente da medicação, contribui para atenuar a dor e melhorar o bem estar.
A acupuntura também pode ser uma ótima alternativa.

Fontes:
http://www.sogesp.com.br/canal-saude-mulher/guia-de-saude-e-bem-estar/o-que-e-dismenorreia-e-o-que-fazer-para-enfrentar-os-sintomas-doloridos
http://mdemulher.abril.com.br/saude/saude-e-vital/colica-menstrual-alivio-para-as-pontadas