SÍFILIS: UMA DOENÇA AINDA ATUAL - Clínica Ederson Biscotto
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23 maio SÍFILIS: UMA DOENÇA AINDA ATUAL

Sífilis é uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema Pallidum.
De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, em 2015, o número de casos apresentou o expressivo aumento de 603% nos últimos seis anos. A diminuição do uso de preservativos durante as relações sexuais e a falta de abastecimento do antibiótico Penicilina Benzatina no Mercado Mundial favoreceram para este aumento.
Os índices dos quadros congênitos ( transmitidos de mãe para o feto) também mostrou crescimento, chegando a 135% – todavia, o valor nas gestantes é o mais impressionante, de 1.047%.

TREPONEMA 01

A principal via de transmissão é através do contacto sexual ( seja ele por via oral, anal ou vaginal), mas a infecção também pode ser transmitida da mãe para o feto durante a gravidez ou no momento do nascimento. O quadro primário, chamado cancro duro, é caracterizado por úlcera genital, geralmente indolor, que ocorre no local de contato com a bactéria. Essa fase desaparece após cerca de duas a três semanas, sendo que a mulher pode evoluir para a sífilis secundária, com lesões de pele que favorecem o diagnóstico; além disso, também é comum queda de cabelo, manchas e condiloma plano, cuja aparência é similar ao condiloma verrucoso do HPV ( verrugas), bem como outros sintomas clínicos.
Se não tratada, muitas vezes os sintomas desaparecem e o indivíduo entra na fase latente; ou seja, só vai ser descoberta por um exame de sangue. Após um ano, é considerada forma tardia.
Controlar a doença durante a gestação é um fator primordial para se evitar a transmissão ao recém-nascido. Uma das medidas para tanto é o tratamento com penicilina benzatina, que passa pela barreira placentária e protege o feto concomitantemente.
 O acompanhamento pré-natal deve ser feito por meio de dois exames (VDRL e FTA-ABS) no primeiro trimestre e, caso positivo, já se inicia o tratamento. Alguns também recomendam a triagem no segundo e terceiro trimestre, além de sua realização na hora do parto.
Em casos de sífilis congênita, pode ocorrer aborto, má formação do feto ou morte no nascituro. O cuidado deve ser especial no momento do parto, a fim de evitar sequelas no bebê como cegueira, surdez e deficiência mental. Seus sinais podem surgir após o nascimento até os primeiros dois meses de vida. Para se evitar complicações, o recém-nascido permanece internado por cerca de dez dias para tratamento e dois anos de acompanhamento ambulatorial.

É importante lembrar que a sífilis é altamente curável, mas não gera imunidade. Portanto, é possível se infectar mais de uma vez se não usar preservativo.

CONDOM 01
Fontes:

http://novosite.sogesp.org.br/recomendacoes-sogesp/2012/tema-11-prevencao-da-sifilis-congenita
http://drauziovarella.com.br/sexualidade/aumento-do-numero-de-infectados-com-sifilis-preocupa-especialistas/

Saiba mais sobre a sífilis congênita


http://dv.sogesp.com.br/revista/123/index.html#12
http://www.sogesp.com.br/noticias/sogesp/saiba-mais-sobre-a-sifilis-congenita

Dr. Ederson Biscotto
contato@clinicaedersonbiscotto.com.br