ROTURA PREMATURA DAS MEMBRANAS (AMNIORREXE): POR QUE OCORRE? - Clínica Ederson Biscotto
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28 ago ROTURA PREMATURA DAS MEMBRANAS (AMNIORREXE): POR QUE OCORRE?

A rotura prematura das membranas ovulares (RPM) ocorre após 20 semanas e antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre antes de 37 semanas, denomina-se rotura prematura de membranas pré-termo (RPMPT) e no termo denomina-se rotura prematura de membranas a termo (RPMT).
A incidência da rotura espontânea das membranas é de aproximadamente 5%, sendo associada a um terço de todos os partos prematuros.

A causa é desconhecida na maioria dos casos, mas sabe-se que alguns fatores de risco podem estar envolvidos no processo:
A)Hiperdistensão uterina (polidrâmnio e gestação gemelar).
B) Fatores mecânicos (contrações uterinas e movimentação fetal).
C)Alteração da integridade cervical (incompetência cervical e cerclagem).
D)Alteração da oxigenação tecidual (tabagismo).
E)Diminuição da atividade imunológica bactericida do líquido amniótico.
F)Infecções genitourinárias ( infecção urinária, pielonefrite, candidíase, vaginose)
G)Inserção baixa da placenta.
Complicações:
A) Infecções maternas: corioamnionite, endometrite, sepse.
B) Morbidades fetais e neonatais: doença da membrana hialina, hemorragia intraventricular, leucomalácia periventricular, pneumonia, meningite, sepse, enterocolite necrotizante, prolapso de cordão e compressões funiculares, apresentações anômalas, hipoplasia pulmonar, deformidades faciais e ortopédicas, sofrimento fetal.
O diagnóstico é realizado em quase 90% dos casos pelos sinais clínicos: perda intermitente de líquido com  início súbito. A ultrassonografia pode ser bastante útil nesta situação.
O curso natural da RPM é o parto e o período de tempo decorrido entre esta ruptura e o início espontâneo do trabalho de parto é definido como de latência. Mais de 50% das gestantes com RPM pré-termo apresentaram período de latência menor que 48 h e nas demais, a média do período foi de 7 dias. Evidências apontam que quanto menor a idade gestacional, maior tende a ser o período de latência nestes casos.
Ocorrendo a RPM há duas soluções que podem ser adotadas: interrupção ou conduta conservadora, que variam em função da idade gestacional, da maturidade pulmonar fetal, da presença ou não de  infecção e dos recursos técnicos neonatais disponíveis.

AMNIORREXE 02
Fontes: Protocolos de obstetrícia da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará / Francisco José Costa Eleutério… [et al.] (org). — Fortaleza: Secretaria da Saúde do Estado do Ceará, 2014.
Femina – Outubro 2006 vol. 34 nº 10

Dr. Ederson Biscotto
contato@clinicaedersonbiscotto.com.br