CONTRACEPÇÃO: QUAL MÉTODO ESCOLHER ? - Clínica Ederson Biscotto
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05 jul CONTRACEPÇÃO: QUAL MÉTODO ESCOLHER ?

Planejar a melhor hora para engravidar é muito importante para o casal, tanto pelo lado financeiro quanto psicológico. Existem várias opções no mercado, entretanto, a escolha deverá ser individualizada. A idade, estado civil, problemas de saúde, história familiar de doenças e a motivação para o uso de determinado método deverão ser levados em consideração no momento da escolha do anticoncepcional ideal.

ANTICONCEPÇÃO A01

Os métodos são classificados em :

A) Naturais:
1-Tabelinha e a percepção do muco cervical: eficácia em torno de 80%. Consiste em evitar relações sexuais 4 dias antes e 4 dias depois da ovulação que ocorre geralmente no 14º dia do ciclo ( nas mulheres com ciclos regulares de 28 dias) que por sua vez coincide com o período em que a secreção vaginal torna-se transparente e elástico como clara de ovo.
2- Coito interrompido: eficácia de 75%. Consiste em ter ejaculação fora da vagina. A eficácia deste método depende exclusivamente do parceiro e pode causar efeitos indesejáveis como dor pélvica e anorgasmia ( falta de orgasmo).

B) De Barreira : eficácia de 86%. São representados pelas camisinhas masculina e feminina , tendo a vantagem de ser o único método que previne também as DSTs. Os Diafragmas ( ou capuz vaginal) são difíceis de encontrar e de manusear, geralmente utilizados com espermicida.

C) Sistemas intrauterinos: eficácia de 99%. São dispositivos colocados dentro do útero, produzindo uma reação inflamatória na cavidade uterina. Não se sabe exatamente o seu mecanismo de ação, mas suspeita-se que interfira na mobilidade do espermatozóide e na implantação do saco gestacional na cavidade uterina. O DIU de cobre e Mirena são exemplos deste método. Embora não seja um fator de risco para infecções pélvicas, mulheres usuárias de DIU são mais propensas a adquirir a infecção mais intensa caso entre em contato com algum tipo de doença sexualmente transmissível (DST). O DIU de cobre pode aumentar o fluxo menstrual e a cólica. Já o endoceptivo Mirena diminui o fluxo ( 57% dos casos) ou o torna ausente ( 16% dos casos).

D) Hormonais: eficácia de 99,9% quando utilizado corretamente e é o método mais utilizado no mundo inteiro. Seu principal mecanismo de ação é o bloqueio da ovulação , inibindo a ação do Hormônio Luteinizante (LH) e alterando o muco cervical. Além do efeito contraceptivo, os anticoncepcionais podem melhorar as cólicas menstruais, os sintomas da tensão pré-menstrual (TPM), excesso de pêlos e acne. Diminuem os riscos de câncer de ovário e do endométrio ( tecido de revestimento interno do útero).
As vias de administração ( oral, muscular, transdérmica , subdérmica ou vaginal) não alteram a eficácia. O melhor anticoncepcional será o que melhor se adequar às necessidades e ao organismo de cada paciente. Existem os de uso diário ( oral), semanal ( adesivo transdérmico), mensal ( intramuscular ou anel vaginal), trimestral ( intramuscular) e trianual ( implante subdérmico). Há também opções em que a paciente não necessite menstruar todo mês , utilizando-se pílulas de uso contínuo. Em casos como amamentação, enxaqueca, problemas vasculares ( varizes, Lúpus Eritematoso Sistêmico, Diabetes,etc), os anticoncepcionais contendo apenas progesterona podem ser uma boa opção.

E) Cirúrgicos: eficácia de 99,3%. Quando se pensa em um método definitivo, optamos pela vasectomia ou laqueadura tubária.
Recentemente foi lançado o Essure, haste em aspiral de titânio colocado no útero para obstruir o acesso às trompas. É realizado por histeroscopia.

PILULA 01

Dr. Ederson Biscotto
contato@clinicaedersonbiscotto.com.br